O vaginismo mudou de nome?
Durante muitos anos, o termo vaginismo era utilizado para descrever mulheres que apresentavam uma contração involuntária da musculatura do assoalho pélvico, dificultando ou impedindo a penetração vaginal.
Atualmente, entende-se que nem todas as mulheres apresentam os mesmos sintomas. Algumas não conseguem permitir a penetração, enquanto outras conseguem ter relação sexual, mas sentem dor, pressão, ardência ou desconforto.
Por isso, hoje a comunidade científica utiliza um termo mais abrangente: Transtorno da Dor Gênito-Pélvica/Penetração, que engloba diferentes formas de dor e dificuldade relacionadas à penetração.
Na prática clínica da fisioterapia pélvica, observamos que essas alterações podem estar relacionadas a diferentes fatores, como:
Excesso de tensão da musculatura do assoalho pélvico, que pode causar desde dificuldade para a penetração até sensação de pressão ou dor durante a relação sexual.
Dor profunda, que algumas mulheres descrevem como a sensação de “bater no fundo” durante a penetração.
Alterações intestinais, como constipação, quando a musculatura permanece contraída e dificulta o relaxamento necessário para evacuar.
Aderências e alterações dos tecidos pélvicos, que podem provocar sensação de ardência, queimação ou de que a pele está “rasgando” na entrada da vagina.
Cada mulher apresenta um conjunto de sintomas diferente. Por isso, uma avaliação individualizada é essencial para identificar a origem da dor e definir o tratamento mais adequado.